domingo, 18 de outubro de 2009

O início de uma paixão mundial



“O Fusca mudou o cenário urbano, alterou hábitos, criou costumes, influenciou a vida de milhares de pessoas. Sua imagem honesta, quase imutável e confiável, foi impressa na memória de pelo menos três gerações e, ainda hoje, o carrinho continua a despertar paixões.”

O trecho acima foi retirado do capítulo O Ícone de um Tempo, do Almanaque do Fusca, escrito por Fábio Kataoka e Portuga Tavares, lançado em 2006. O que tem em comum entre os dois autores? A paixão pelo carro mais popular do mundo.

Adolf Hitler e Ferdinand Porsche são os "pais" do carro que já foi tema de filmes, de músicas, de desenhos animados, de séries televisivas e presença polêmica na capa da Abbey Road, o enigmático álbum dos Beatles.



Segundo o Almanaque, em 1943, quando tomou o poder na Alemanha, Hitler considerou uma medida prioritária para a indústria alemã o desenho e a construção de um carro do povo (em alemão Volkswagen). Como exigências ele queria um veículo de velocidade máxima de 100 km/h, que fosse capaz de enfrentar subidas de até 30% e consumisse no máximo sete litros a cada 100 km. Também que tivesse espaço para no mínimo quatro pessoas, fosse de um preço acessível e, principalmente, que fosse refrigerado a ar.

Porsche, um gênio mecânico, que já estava trabalhando em um veículo desse tipo alguns anos antes do pedido de Hitler, em parceria com Associação Alemã de Fabricantes de Automóveis, precisou apenas fazer pequenos ajustes no seu projeto para conquistar o ditador.

Assim nascia o carro xodó, que através de uma mecânica simples e um carisma de destaque fez o mundo adotá-lo como se fosse membro da família. Ele foi fabricado desde 1938 na Alemanha até 2003 no México tornando-se o carro que ficou mais tempo em fabricação no mundo.


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